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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Especial: Trolls profissionais - Parte 2

Este é um artigo do Washigton Post sobre como as caixas de comentários estão a ser cada vez mais manipuladas. Retive a última frase que traduzo:

"Os Direitos Humanos, incluíndo a liberdade de expressão, referem-se a seres humanos reais e não a trolls anónimos."

Another reason to avoid reading the comments

By Anne Applebaum

If you are reading this article on the Internet, stop afterward and think about it. Then scroll to the bottom and read the commentary. If there isn’t any, try a Web site that allows comments, preferably one that is very political. Then recheck your views.

Chances are your thinking will have changed, especially if you have read a series of insulting, negative or mocking remarks — as so often you will. Once upon a time, it seemed as if the Internet would be a place of civilized and open debate; now, unedited forums often deteriorate to insult exchanges. Like it or not, this matters: Multiple experiments have shown that perceptions of an article, its writer or its subject can be profoundly shaped by anonymous online commentary, especially if it is harsh. One group of researchers found that rude comments “not only polarized readers, but they often changed a participant’s interpretation of the news story itself.” A digital analyst at Atlantic Media also discovered that people who read negative comments were more likely to judge that an article was of low quality and, regardless of the content, to doubt the truth of what it stated.

Some news organizations have responded by heavily curating comments. One Twitter campaigner, @AvoidComments, periodically reminds readers to ignore anonymous posters: “You wouldn’t listen to someone named Bonerman26 in real life. Don’t read the comments.” But none of that can prevent waves of insulting commentary from periodically washing over other parts of the Internet, infiltrating Facebook or overwhelming Twitter.

If all of this commentary were spontaneous, then this would simply be an interesting psychological phenomenon. But it is not. A friend who worked for a public relations company in Europe tells of companies that hire people to post, anonymously, positive words on behalf of their clients and negative words about rivals. Political parties of various kinds, in various countries, are rumored to do the same.

States have grown interested in joining the fray as well. Last year, Russian journalists infiltrated an organization in St. Petersburg that pays people to post at least 100 comments a day; an investigation earlier this year found that a well-connected businessman was paying Russian trolls to manage 10 Twitter accounts apiece with up to 2,000 followers. In the wake of the Russian invasion of Ukraine, the Guardian of London admitted it was having trouble moderating what it called an “orchestrated campaign.” “Goodbye ‘Eddie,’ ” tweeted the Estonian president a few months ago, as he blocked yet another Twitter troll.


The Russian trolls have been well-documented. But others may be preparing to join them. An Iranian educational group, Tavaana, has lately found its Facebook page blocked thanks to what it suspects was the activity of Iranian trolls. Famously, the Chinese government monitors the Internet inside China, using hundreds of thousands of paid bloggers. It can’t be long before they work out how to do the same in English, or Korean, or other languages as well.

For democracies, this is a serious challenge. Online commentary subtly shapes what voters think and feel, even if it just raises the level of irritation, or gives readers the impression that certain views are “controversial,” or makes them wonder what the “mainstream” version of events is concealing. For the most part, the Russian trolls aren’t supplying classic propaganda, designed to trumpet the glories of Soviet agriculture. Instead, as journalists Peter Pomerantsev and Michael Weiss have written in a paper analyzing the new tactics of disinformation, their purpose is rather “to sow confusion via conspiracy theories and proliferate falsehoods.” In a world where traditional journalism is weak and information is plentiful, that isn’t very difficult to do.

But no Western government wants to “censor” the Internet, either, and objections will always be raised if government money is even spent studying this phenomenon. Perhaps, as Weiss and Pomerantsev have also argued, we therefore need civic organizations or charities that can identify deliberately false messages and bring them to public attention. Perhaps schools, as they once taught students about newspapers, now need to teach a new sort of etiquette: how to recognize an Internet troll, how to distinguish truth from state-sponsored fiction.

Sooner or later, we may also be forced to end Internet anonymity or to at least ensure that every online persona is linked back to a real person: Anyone who writes online should be as responsible for his words as if he were speaking them aloud. I know there are arguments in favor of anonymity, but too many people now abuse the privilege. Human rights, including the right to freedom of expression, should belong to real human beings and not to anonymous trolls.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Eu não diria melhor!

Inauguro hoje uma nova rubrica. Sempre que encontre algo que mereça divulgação irei partilhar convosco, sempre com o título: "Eu não diria melhor!". Chamo hoje a vossa atenção para este post de um blogue que transpira Sporting por todos os poros: Núcleo Sportinguista da Carapinheira.

Mentira

Tudo está bem quando acaba bem?
Para mim, definitivamente, não!!
Não consigo pensar no jogo de ontem e cingir-me apenas ao resultado.
Diria até que é muito mais fácil revoltar-nos contra o estado obsceno da arbitragem e para o rumo de mais um campeonato manchado de vergonha na hora da vitória do que, como é hábito, após o desespero de mais alguns pontos perdidos.
Por isso fiquei pouco disponível para comentar o fabuloso golo de Nani, a exibição conseguida dos nossos laterais, o oportunismo de Tanaka ou os bons momentos colectivos na 2º parte.
A vitória é um pequeno rebuçado para adoçar a boca após mais um amaríssimo banquete que nos foi servido.
Perante mais de 42 mil testemunhas in loco e uns milhões pela tv, o árbitro Jorge Tavares não se coibiu de realizar mais uma exibição despudorada em pleno covil do leão.
Pouco me interessa se o comentador José Nunes deu cartão verde ao árbitro, considerando não ter tido erros de relevo, na sua habitual análise aos intervenientes na Antena 1.
Parece-me que toda a gente pôde observar o que se tentou cozinhar, mesmo que desta vez os atletas do Sporting tenham conseguido apagar o fogo.
Nem seria necessário reportar-me àqueles pequenos erros que vão minando a confiança dos jogadores e a paciência dos adeptos. Basta recordar o penálti e consequente expulsão do jogador gilista logo aos 15 minutos de jogo, o amarelo a Tobias por um corte limpo ou o grosseiro erro arbitral numa reposição rápida de William que, em vez do cartão amarelo ao jogador Yazalde por dificultar esta acção, ainda proporcionou ao Gil Vicente a sua única oportunidade de golo.
E, de facto, se esse golo acontece poderíamos estar hoje a chorar a perda de mais pontos.
Os media diriam que o Sporting tinha inclusivamente em risco a Pré-eliminatória da Champions.
Os adeptos ficariam revoltados mas acabariam dividindo responsabilidades por jogadores, treinador e estrutura directiva.
Tem sido à conta destes “pequenos” erros que tem sido escrita a história deste campeonato.
Como se já não bastasse a pouca vergonha que aconteceu uma vez mais no jogo do líder do campeonato!!

Mas, mesmo considerando que o momento para agitar a bandeira da revolta deve ser após uma vitória, questiono-me se vale a pena continuar nesta cruzada contra a mentira.
Foi assim durante mais de 30 anos de consulado portista, e os resultados são os que se conhecem.
De que serviu o clube e os seus adeptos terem feito luto…terem mostrado toda a sua indignação…terem protestado…terem calado…terem denunciado??
O embuste continua instalado, e apenas mudou de protagonistas.
Os adeptos encarnados, que nessas décadas de Calheiros ou Martins dos Santos tentavam juntar a sua à nossa voz de protesto, agora adoptam a mesma postura autista (com todo o respeito para quem padece este distúrbio) que caracterizou o adepto portista durante décadas. Ambos alheiam-se da realidade e manifestam um comportamento (e discurso) repetitivo, e só se conseguem focar no objectivo alvo.
É inútil tentar chamá-los à razão.
Não reconhecem o mal que afecta o futebol e vivem extremamente felizes face ao sucesso que as vitórias lhes proporcionam.
Na sua mente distorcida, nós é que vivemos uma ilusão.
Sinceramente, estou cansado de assistir a este espectáculo degradante que dá pelo nome de futebol.
Eu sei que não serve de nada acomodar-me, resignar-me, mas por vezes conseguem vencer-nos pelo cansaço. Como quando nos torturam o tempo suficiente para resignarmos e abdicarmos da nossa dignidade.

Ontem mesmo disse Rui Santos, no programa Play-Off, relativamente aos erros sucessivos que têm beneficiado a lampionagem:
“Não gosto de ver as equipas ganhar desta maneira assim. Acho tudo uma mentira”.

E é por esta mentira que muitos adeptos continuam a sofrer, e outros tantos a pagar para ver.